A crise imobiliária nos EUA
outubro 14th, 2008 | 2 Comments | Filed in políticaComo o problema surgiu e se agravou
Após o ataque ao World Trade Center, nos EUA, em 2001, as famílias americanas se resguardaram em suas casas. Como os gastos das famílias representam dois terços do PIB do país, a retenção do consumo poderia gerar uma crise sem precedentes. O governo americano reduziu consideravelmente as taxas de juros para levar a população novamente às compras. Logo o consumo voltou ao normal. Com juros baixos, as famílias se sentiram propensas a gastar com bens duráveis de maior valor, como casas. Estimulados pelo governo, os bancos expandiram o crédito, inclusive a pessoas com risco de inadimplência. Como esse crédito é concedido, por hipoteca, os bancos achavam que, no caso de inadimplência, os imóveis poderiam ser confiscados, sem prejuízos.
Em 2006, o preço dos imóveis começou a cair e, em conseqüência, as garantias dos bancos também. As famílias viram que não valia mais a pena pagar por bens desvalorizados. Para evitar prejuízos maiores, essas instituições passaram a negar recursos. Com menos dinheiro disponível, as famílias reduzem o consumo, as empresas têm lucros menores e demitem funcionários, forçando as pessoas a apertarem ainda mais o cinto e deixarem de honrar alguns de seus compromissos. A crise sistêmica de credibilidade provoca correria generalizada para minimizar os prejuízos. Como as economias americana, européia e asiática estão “ligadas” pelos investimentos atrelados a fundos de outros países, o efeito é instantâneo.

